Europa, o continente dos zômbis

A Europa (leia-se, União Europeia) caminha a passos largos para um estado de entropia, que implica um regresso progressivo a um estado de não-diferenciação – aparentemente paradoxal – por intermédio de um individualismo radical promovido pelos “direitos humanos” entendidos, em si mesmos, como uma política.

Através desta progressiva entropia, o antagonismo do binómio freudiano EROS (o desejo amoroso) e THANATOS (a morte) é reduzido na proporção directa do aumento da entropia. A pulsão da vida e a pulsão da morte tendem a misturar-se numa só pulsão que vai eliminado a neurose que é a base da cultura. Mas ao eliminar a neurose e ao incentivar um estado de não-diferenciação, a entropia europeia propala a psicose como um estado normal e generalizado.

A relação Eros-Thanatos e o correspondente binómio prazer-realidade são dissipados a tal ponto que a Europa tende a transformar-se num continente habitado por zômbis. É esta a principal razão por que Portugal deve ter um pé dentro mas outro fora desta União Europeia: antes da economia está a cultura.

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