Denunciando alguns equívocos e mitos de Passos Coelho

  • uma redução de salários para aumentar a competitividade externa é uma ilusão: é indiferente que se baixem os salários se os preços (no mercado interno) não seguem a mesma tendência de baixa;
  • não são os salários, mas antes são os preços (no mercado interno e também nos mercados externos) que determinam a competitividade internacional de um país;
  • o aumento do desemprego tem muito menos a ver com a necessidade de mais flexibilidade das leis laborais do que com a produtividade de uma economia; ou seja, a alta taxa de desemprego têm a ver com a produtividade, ou melhor, com a falta dela.

    Nos Estados Unidos da década de 1960, a taxa de desemprego era o dobro do da Europa, mas nem por isso poderíamos dizer que as leis laborais americanas daquela época eram “rígidas e inflexíveis”;

  • se Portugal não exporta, não sai da crise. Mas se Portugal exporta, também não sai da crise. De uma maneira ou de outra, estamos f****os!, enquanto estivermos no Euro. Basta que a economia nacional comece a crescer para que a dívida externa (balança de pagamentos) volte a aumentar e passemos a importar o desemprego potencial da Alemanha, porque existe uma divergência generalizada de preços a favor da Alemanha: passaríamos a importar quase tudo outra vez.
  • Com as actuais regras da União Europeia e do Euro, não há escape possível para a crise económica. Nenhum!
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