Outra cavadela e outra minhoca do Papa Francisco I

Fazendo jus ao seu lema “cada cavadela, cada minhoca”, a primeira encíclica do Papa Francisco I já causa polémica, porque ele substituiu, no texto, o tradicional estatuto da “indissolubilidade” do casamento católico pelo estatuto de “estabilidade”. Segundo o jornal esquerdista espanhol El País, o matrimónio católico, segundo a encíclica papal, passou de “indissolúvel” a “estável”.

Num tempo em que temos um Papa progressista e politicamente correcto, convém lembrar sucintamente o que Santo Agostinho escreveu acerca do casamento e contra os gnósticos (in “De Genesi ad litteram“):

1/ é em nome da caridade – “caridade” que é o nome do próprio Deus – que o Homem é obrigado a amar o seu próprio corpo. A união sexual do homem e da mulher é natural e boa, no âmbito da criação dos dois sexos, segundo o Génesis.

2/ o bem do casamento não é somente a procriação – “procriação” entendida por Santo Agostinho como colaboração com a obra do Criador -, mas é também uma união indissolúvel à imagem da figura da união de Cristo com a Igreja.

3/ a virgindade não é um bem absoluto, mas antes é “a melhor das coisas boas”: a virgindade é preferível porque ela assinala a antecipação do Reino de Deus aqui e agora – mas, independentemente da virgindade, o casamento é um bem em si mesmo.

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