Gattaca, e a negação dos limites ontológicos e éticos da natureza humana

Um leitor escreveu um comentário neste verbete , como segue:

“Caro Orlando Braga, estou curioso quando fala que essa gente vive em situação de carência, será que poderia explicar melhor que tipo de carência é e em que circunstâncias se manifesta e como leva essa gente a ter comportamentos clinicamente destrutivos, poderia escrever um texto detalhado sobre esse assunto(ou indicar-me um), por favor? Cumprimentos.”

A dita “orientação homossexual” tem limites, como é óbvio. Por exemplo, a alteridade sexual necessária para a procriação é um dos limites da “orientação homossexual”.

Mas quando esses “limites da homossexualidade” são negados, aquilo que é realmente óbvio deixa de o ser.

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E é assim que os activistas políticos homossexualistas – nem todos são homossexuais e instrumentalizam a ideologia gayzista para outros fins, e muitos homossexuais não são activistas políticos gayzistas – fazem da exigência de respeito em relação aos homossexuais um instrumento de acção política no sentido da negação dos limites da “orientação homossexual”.

O “respeito pelos homossexuais” passa, então, a ser sinónimo de “negação dos limites da homossexualidade”. Ou seja, só respeita os homossexuais quem nega também esses limites da homossexualidade – o que é autocontraditório!. Pelo contrário, a verdade é que quem nega esses limites da homossexualidade é, de facto, quem não respeita a condição do comportamento sexual homossexual (seja esse comportamento determinado ou arbitrário). Existe aqui um paralelismo com o feminismo radical que parece defender os “direitos da mulher”, quando na realidade reduz a mulher a uma espécie de “homem”.

A negação dos “limites da homossexualidade” resulta de uma situação de carência ontológica que, por sua vez, decorre da negação da alteridade sexual. Essa situação de carência não desaparecerá jamais com o “casamento” gay, com a adopção de crianças por pares de invertidos, com a procriação medicamente assistida para todas as lésbicas, com a “barriga de aluguer” para todos os gays, etc., etc., – em suma, essa situação de carência não desaparecerá sequer com a hipostasia do filme “Gattaca”.

Este problema da negação dos limites da homossexualidade não tem solução, a não ser através da imposição coerciva, por intermédio da força bruta do Estado, da negação desses limites da homossexualidade a toda a sociedade, provocando uma ruptura ética e ontológica fundamental que nega a natureza humana, por um lado, e por outro lado transforma o filme “Gattaca” em realidade.

Este problema não tem solução porque a exigência do reconhecimento, por parte de toda a sociedade, da negação dos limites da homossexualidade exprime o desejo de ver a sociedade encarregar-se da solução prática de um problema intra-psíquico dos homossexuais que negam esses limites. E a imposição coerciva, através da força bruta do Estado, da negação cultural desses limites da homossexualidade revela a natureza totalitária da ideologia gayzista.

Adenda: a ler: « Pai e mãe e a “co-adopção” homossexual », por José Ribeiro e Castro

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