A consciência dos nossos limites

Existe uma finalidade , mas ela não é aquela — pelo menos, exactamente — que nós, enquanto humanos, pensamos.

Mas, ¿será que existe aqui um paroxismo? Se a finalidade não é aquela que nós pensamos que é, ¿como é que se pode afirmar que ela existe?

Karl Jaspers levanta a ponta do véu: “Tudo o que se torna num objecto para mim (…) envolve-nos, de algum modo, num horizonte do nosso conhecimento. No entanto, vamos para onde formos, o horizonte vai connosco” (1) .

Ou seja, quando conhecemos o nosso limite (o “horizonte” de Karl Jaspers), então já o transcendemos porque sabemos que existe algo para além dele. Só quem não tem consciência dos seus limites nega a possibilidade de existência de uma finalidade.

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(1) “Von der Wahrheit”, 1958, Munique, p. 231

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