A imbecilidade de Galopim de Carvalho

«São muitos os estudiosos que aceitam a vida como uma consequência inevitável da evolução da matéria no Universo. Como se de um destino se tratasse, às partículas subatómicas primordiais seguiram-se os átomos e as moléculas, das mais simples às mais complexas com capacidade de se reproduzirem.»

Galopim dixit

O professor Galopim de Carvalho deveria dedicar-se ao estudo das pedras, porque é para isso que ele está talhado – em vez de se meter na bioquímica ou na física nuclear, e muito menos na metafísica. Quando um indivíduo especializado em geologia desata a filosofar, normalmente dá em asneira.

Se disserem a Galopim de Carvalho que uma célula (viva) não é apenas um amontoado de moléculas, ele não acredita – porque ele está habituado a lidar com pedras e com matéria inerte. Daquela mente empedrada não poderia sair coisa diferente.

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O dito Cujo

Se perguntarem a Galopim de Carvalho qual é a probabilidade de 20 aminoácidos aparecerem na Natureza na correcta sequência para formar uma só proteína, provavelmente ele diria que essa probabilidade é idêntica à de se encontrar umas pegadas de dinossauro em um qualquer sítio do mundo.

Porém, segundo o cientista ateu Sir Fred Hoyle, essa probabilidade – a de 20 aminoácidos aparecerem na Natureza na correcta sequência para formar uma só proteína – é de 10^40 (1 seguido de 40 zeros). Mas a célula (viva) não é só proteína: a maior parte dos “componentes” de uma célula têm que ser “montados” simultaneamente, ou seja, têm uma complexidade irredutível. A imbecilidade de Galopim de Carvalho só é compreensível, em um professor universitário, porque se trata de uma imbecilidade consciente. Galopim de Carvalho é um imbecil consciente.

A coberto dessa imbecilidade consciente, Galopim de Carvalho tenta disfarçar o seu idiotismo utilizando a palavra “destino”, como segue: “Como se de um destino se tratasse (…)”. Aqui, ao imbecil acrescenta-se o néscio.

O “destino”, segundo Galopim de Carvalho, não é a mesma coisa que o “Destino” (com maiúscula) segundo Fernando Pessoa, que neste último caso tem um significado de “fatalismo“.

O “destino”, segundo o néscio doutorado, designa um simples desenrolar de causas e efeitos que explicam um futuro, sem no entanto os considerar necessários – por exemplo, a ideia do “destino das pulsões”, de Freud.

Ou seja, para o néscio empedernido, “as coisas aconteceram” de uma certa maneira sem que exista uma qualquer necessidade primordial para que “as coisas assim acontecessem”. Poderíamos perguntar a Galopim de Carvalho o que é que ele anda aqui no mundo a fazer: segundo a sua mundividência absurda, melhor seria que tivesse metido já uma bala na sua cavidade craniana.

As congeminações de Galopim de Carvalho – não podemos chamar-lhe “raciocínio”, porque o raciocínio tem que ter alguma lógica – são obscenas porque insultam a nossa inteligência. E porque Galopim de Carvalho insulta a nossa inteligência, reservamo-nos o direito de insultar a dele.

[ficheiro PDF da asneira do imbecil]

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