Um bom filme e outro mau (2)

Um bom filme é o “Minority Report“, de Steven Spielberg — não pelos efeitos especiais futuristas, mas pelo conteúdo filosófico que anda em torno do livre-arbítrio, do determinismo aplicado ao ser humano, e da reificação das profecias. O homem é livre de construir o seu futuro, ou o seu destino está pré-determinado? O filme aflora esta questão e por isso merece algum realce.

Um mau filme é o “Código Da Vinci“, baseado na novela de Dan Brown. O livro foi-me oferecido em Julho de 2004 e li-o em cinco dias durante as férias de Verão daquele ano. Normalmente não leio obras de ficção, mas tinham-me falado tão bem do livro – e já que me foi oferecido! – que acabei por o ler. Desde logo, o filme deturpa a estória contada no livro; nomeadamente, tenta não assumir o radicalismo anti-católico primário e maçónico que o livro expressa.

Depois, a “rematerialização” histórica-cultural do neolítico e do culto da Mãe-Terra é o que o livro de Dan Brown nos propõe e defende. Mas como a esmagadora maioria das pessoas que leu o livro não sabe o que significa nem uma coisa nem outra, passamos a ter “selvagens actuais” sem consciência de que o são.

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