A escola pública e a miséria moral

«Uma professora do primeiro ciclo do agrupamento de escolas de Mértola é suspeita ter feito uso da sala onde leccionava para gravar vídeos de teor sexual, por si protagonizados, relata a edição desta quarta-feira do jornal i. A docente terá, inclusive, sido apanhada por um dos seus alunos, com não mais de nove anos de idade.»

Professora primária usa sala de aula para filmes pornográficos

Na minha infância, o combustível moral da sociedade era baseado em três instituições: a família, a escola e a Igreja Católica. Bem sei que a professora da notícia supra não é exemplo; mas é um sinal de que as estruturas tradicionais entraram em colapso — não só a família mas também a escola pública. A Esquerda, acolitada pelos idiotas úteis liberais, minaram a autoridade sem deixar impressões digitais.

“Na minha infância não havia DVD’s nem gravadores de vídeo” — dirá alguém. O problema não é o de saber se na década de 1960 havia vídeos, ou não. O problema é que a nossa sociedade ultrapassou já o limiar da pobreza em termos éticos e ideológicos.

Após a desintegração da autoridade em geral — seja a do professor, seja a do Padre, seja as do pai e mãe —, vivemos já numa fase de transição, na qual as pessoas já não são controladas pela sua consciência e ainda não são controladas pela polícia subordinada a um novo tipo de totalitarismo.

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