O ‘teólogo’ marxista Anselmo Borges diz que o Francisco está correcto

Anselmo Borges é um ex-Padre da Igreja Católica que foi conhecido pela defesa do “direito” ao aborto. Agora, ele defende o Francisco (“les bons esprits se rencontrent”):

«Uma “reviravolta na Igreja” é como o teólogo Anselmo Borges classifica a entrevista do Papa Francisco divulgada na quinta-feira por várias revistas jesuítas, incluindo a portuguesa Broteria.

O Papa quer recentrar a Igreja no Evangelho. O que ele diz na entrevista é que, antes da religião, está esta busca pela justiça e pela felicidade das pessoas”, sublinhou o teólogo, aplaudindo de pé a crítica que o novo Papa faz ao “moralismo” e ao “legalismo” reinantes entre os membros da Igreja.»

Anselmo Borges é um espertalhão: consegue encontrar uma identificação entre o Evangelho, por um lado, e a “felicidade” no sentido utilitarista, por outro lado — como se no Evangelho existisse a noção de “felicidade” no sentido moderno e utilitarista.

Naturalmente que a culpa não é do Padre marxista Anselmo Borges; antes, a culpa é do Francisco que tem que ser contestado pelos católicos até que saia do Vaticano pelo seu próprio pé, enxovalhado e sendo substituído por um Papa fidedigno.

Diz o Padre marxista, parafraseando o Francisco:

“Se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la […]. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível”, afirmou o Papa, apelando a uma postura mais compassiva, até porque “o confessionário não é uma sala de tortura, mas lugar de misericórdia”.

O espertalhão Anselmo Borges confunde (propositadamente) a pessoa homossexual, por um lado, com o comportamento sexual homossexual. Seria como se ele confundisse (trata-se de uma analogia, e não de uma comparação!) uma pessoa pedófila mas que se abstém de actos pedófilos, por um lado, com um pedófilo sexualmente activo. A verdade é que nunca a doutrina da Igreja Católica condenou ou criticou os homossexuais abstémios.

Portanto, falar de “exclusão” da Igreja Católica em relação aos homossexuais é uma falácia, porque a Igreja Católica critica comportamentos e acções, e não estados de alma. E a Igreja Católica — que somos nós, e não o Francisco! — vai continuar a criticar comportamentos, quer o Francisco queira ou não, e até que ele saia do Vaticano pela porta pequena.

«Relativamente ao aborto, a postura do Papa é igualmente compassiva: “Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimónio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na via cristã. O que faz o confessor?”, interpela o Papa, depois de sublinhar que a grandeza da confissão consiste no “facto de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça”

A Igreja Católica somos nós!, não é o Papa.

O Francisco vai buscar um exemplo que não tem nada a ver com um juízo universal: um eventual, imaginário e putativo caso excepcional de uma mulher que abortou um filho e que depois tem cinco filhos. Este exemplo do Francisco é surreal e revela a enorme estupidez da criatura — como se o caso concreto que ele referiu fosse maioritário entre as mulheres.

O perigo desse exemplo dado pelo Francisco é o de que justifica o aborto em “certos casos”, quando a verdade é que aborto não tem justificação possível. Nunca a Igreja Católica proibiu ou impediu uma mulher que tenha abortado de “procurar Deus e a sua graça”, e portanto, o exemplo do Francisco é estúpido e atesta a estupidez da criatura.

Naturalmente que a Igreja Católica também é, por exemplo para os homicidas. É um absurdo que alguém diga que um homicida está automaticamente impedido de “procurar Deus e a sua graça”. Mas o assassínio não deixa de ser um pecado mortal que faz parte dos 10 mandamentos. O Francisco não pode nem deve tentar branquear o assassínio, seja de uma pessoa nascida, seja de uma pessoa não nascida.

Este Papa vai ter que sair. E depende nós, da nossa acção, escrevendo na nossa língua e em outras línguas. A Igreja Católica somos nós!, não é o Papa.

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