Para o Bloco de Esquerda, o nacional-socialismo é “extrema-direita”

 

NATIONAL SOCIALISM: A LEFT-WING MOVEMENT

by Povl H. Riis-Knudsen

*originally written for Nordland Foblag

nazi white pride«For far too many years it has been widely accepted that National Socialists are extreme right-wingers, and only rarely have they hesitated to refer to themselves as such. At a certain point, however, it became the official policy of the World Union of National Socialists to avoid the term “right-wing,” claiming that National Socialism does not fit into the pattern of “right” and “left” and instead ought to be considered as standing above this distinction. This most certainly was a step in the right direction, but at this time and within the context of the current struggle it might, however, be a good idea to reconsider the whole question about political wings and make a few points clear concerning the meaning of the terms “right” and “left” and their application to today’s political scene.»


Entre o nazismo do Bloco de Esquerda e a extrema-direita de Passos Coelho, tem que existir um meio-termo virtuoso, em que o Estado e a soberania dos países são assumidos sem quaisquer radicalismos, e em que a tradição, os valores cristãos da ética e a cultura são respeitados.

Para o Bloco de Esquerda, o controlo férreo da economia de um país é característica de “extrema-direita”. Esta história está muito mal contada. Ou, como dizia o nazi Goebbels: “Uma mentira mil vezes repetida acaba por ser verdade”. A Esquerda e os me®dia esquerdistas do pós-guerra continuam a utilizar o slogan de Goebbels.

O facto de o partido nazi ser anti-Estalinista não significa que tenha sido de extrema-direita: muitos movimentos socialistas europeus daquela época (incluindo os sociais-democratas alemães) foram anti-Estalinistas.

De facto, a extrema-direita é aquela que defende um Estado tão minimalista que um país e um povo inteiro se tornam servos da plutocracia internacional. Extrema-direita é Passos Coelho, ou pelo menos parece ser.

Ser de extrema-direita é, por exemplo, defender o darwinismo-social do Objectivismo de Ayn Rand; é servir-se das ideias de Hayek e do seu livro “Caminho para a Servidão”, e retorcendo e deturpando as ideias do livro, tentar justificar a submissão servil de todo um povo à ruling class plutocrata internacional. Se existe um blogue de extrema-direita em Portugal, é o Blasfémias (pelo menos, alguns dos seus escribas).

Ser de extrema-direita é levar o capitalismo a tal ponto extremo e radical que se negue a um povo o direito à sua soberania e a ter um Estado digno desse nome.

A extrema-direita não é nem nunca foi conservadora; à extrema-direita não lhe interessa a tradição, os bons-costumes cristãos e os valores de uma ética universal. Para a extrema-direita, “a tradição já não é o que era”: o que lhes interessa é interpretar as ideias da escola económica austríaca de tal forma que o poder político de todos os países do mundo se submetam ao poder financeiro de meia dúzia de Bancos. Isto é que é ser de extrema-direita.

A extrema-direita não é nem nunca foi nacionalista: os valores da Nação e da Pátria não lhes diz nada. Por exemplo, Passos Coelho está se cagando para a soberania nacional. O nacionalismo radical é uma característica de Esquerda — ver, por exemplo, Cuba; ou os novos países de Esquerda da América latina, como a Venezuela. Na Esquerda, o internacionalismo marxista é retórica, ou então é idiossincrasia de Trotski. Por exemplo, o Partido Comunista é hoje, talvez, o partido mais soberanista que existe em Portugal.

nsdap party
Hitler e o partido nazi sempre foram ferozes opositores do capitalismo. A política fiscal do partido nazi foi de esquerda. O partido nazi nacionalizou tudo o que eram empresas multinacionais; os lucros das empresas alemãs eram obrigatoriamente partilhados e distribuídos pelos trabalhadores.

O Estado Social foi uma invenção nazi: as reformas das pensões de velhice foram aumentadas de uma forma substancial e generalizadas a toda a população durante o tempo do nazismo.

A política económica nazi era keynesiana (antes mesmo de Keynes!). O tipo de capitalismo permitido pelo nazismo era totalmente controlado e condicionado pelo Estado, ou seja, era exactamente o contrário da economia de livre mercado e da escola austríaca. O Estado nazi controlava directamente os preços e os salários. Os “direitos dos animais” são uma invenção nazi que o Bloco de Esquerda segue e adoptou; na Alemanha nazi, quem violasse os “direitos animais” era enviado para um campo de concentração.

A ideia de um Estado plenipotenciário era uma característica nazi. Dizer que isso é ser de “extrema-direita” é insultar a nossa inteligência ou tentar esconder determinadas características nazis e de extrema-esquerda do Bloco de Esquerda. Tanto o partido nazi como o Bloco de Esquerda são anti-capitalistas e anti-Estalinistas.

Entre o nazismo do Bloco de Esquerda e a extrema-direita de Passos Coelho, tem que existir um meio-termo virtuoso, em que o Estado e a soberania dos países são assumidos sem quaisquer radicalismos, e em que a tradição, os valores cristãos da ética e a cultura são respeitados.

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5 respostas a Para o Bloco de Esquerda, o nacional-socialismo é “extrema-direita”

  1. Vivendi diz:

    Caro Orlando Braga,

    Onde situa ideologicamente o Salazarismo ou o Estado Novo?

    Eu defini a seguinte corrente de ideologias:

    « a corrente da esquerda
    » a corrente da direita
    ««« o que se encontra no fim da corrente da esquerda
    »»» o que se encontra no fim da corrente da direita

    (já verificado) extermínio coletivo«««comunismo«nacional-socialismo«fascismo«socialismo internacional«social-democracia»conservadorismo»liberalismo»libertarismo»»»individualismo anti-social (por testar)

    Cumprimentos.

  2. O. Braga diz:

    Eu ainda vivi no tempo de Salazar, portanto sou testemunha ocular, por assim dizer.

    Ao contrário do que se diz por aí, o Estado Novo não era totalitário. Basta ler Hannah Arendt para se ficar a saber a diferença entre o totalitarismo, por um lado, e o autoritarismo, por outro lado. O Estado Novo foi um regime autoritarista, e não um totalitarismo como aconteceu na Alemanha nazi e/ou na URSS.

    O regime de Salazar começou por ser uma ditadura corporativista, e por isso conseguiu o apoio de muitos monárquicos absolutistas da linha de D. Miguel I, e que se posicionavam contra o liberalismo monárquico de D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil) e contra a monarquia constitucional liberal do século XIX. Mesmo alguns membros do integralismo monárquico lusitano foram enganados por Salazar que os convenceu de que era monárquico.

    O corporativismo foi defendido por gente insuspeita de ser totalitária, como por exemplo Durkheim (o fundador da sociologia) ou Tocqueville — e mesmo a filosofia distributivista de G. K. Chesterton foi, em grande parte, corporativista. O corporativismo pode ter duas fontes ideológicas diferentes: ou Rousseau (através do conceito de “vontade geral”) ou Locke. Tanto Durkheim como Tocqueville e G. K. Chesterton defendiam um corporativismo fundamentado em Locke.

    Infelizmente, o corporativismo de Salazar era fundamentado em Rousseau (através do conceito abstracto e politicamente arbitrário de “vontade geral”), e por isso trazia consigo já as sementes do absolutismo político republicano que, de certa forma, substituiu a monarquia absolutista portuguesa desde o tempo de D. João V até à revolução liberal e maçónica de 1820.

    Nós devemos analisar um regime político através dos factos que produz, e só depois devemos tentar enquadrá-lo em uma determinada ideologia política. Ora, o que se faz hoje é exactamente o contrário: primeiro cola-se um rótulo ideológico a um determinado regime político, e depois cria-se uma narrativa que tenta justificar a atribuição prévia desse rótulo ideológico: é o que se passa quando se diz que “o Estado Novo foi um fascismo”.

    O nazismo foi um regime totalitário que se distingue de um autoritarismo Salazarista — ler Hannah Arendt e o seu livro “Entre o Passado e O Futuro”.

  3. Vivendi diz:

    Caro Orlando,

    Uma excelente resposta. Estou de acordo com as suas palavras.

    E se tivesse de situar o “autoritarismo de Salazar” numa pressuposta ideologia encaixaria a sua política dentro do conservadorismo.

    Cumprimentos.

  4. Vivendi diz:

    Salazar, Jamais pode ser encaixado no totalitarismo ou no fascismo pois são movimentos de inspiração socialista.

    E a concepção de Salazar sobre o socialismo:

    «Esse socialismo de Estado, que muitos apregoam e aconselham como um regime avançado, seria, na verdade, o sistema ideal para lisonjear o comodismo nato e o delírio burocrático do comum dos portugueses. Nada mais cómodo, mais garantido, mais tranquilo, do que viver à custa do Estado, com a certeza do ordenado no fim do mês e da reforma no fim da vida, sem a preocupação da ruína e da falência.

    O socialismo de Estado é o regime burguês por excelência. A tendência para esse regime, entre nós, deve, portanto, procurar-se mais no fundo, falho de iniciativas da nossa raça do que noutras preocupações de ordem social. O Estado não paga muito mal e paga sempre. É-se desonesto, além disso, com maior segurança, com segura esperança de que ninguém repare.

    As próprias falências, os desfalques, as irregularidades, se há compadres na governação, são facilmente afastados e os défices cobertos – regalia única! – pelos orçamentos do Estado.

    As iniciativas, por outro lado, não surgem, não progridem, porque o padrão é imaterial, quase uma imagem. As coisas marcham com lentidão, com indolência, com sono. É possível que essa socialização tenha dado ou possa vir a dar ótimos resultados em qualquer outro país. Entre nós, os resultados não podem ter sido piores nalgumas experiências já feitas. Basta citar os Transportes Marítimos, os Bairros Sociais, os Caminhos de Ferro do Estado… Apenas uma excepção, que me lembre: a Caixa Geral de Depósitos. Essa é, realmente, uma iniciativa admirável do Estado Português, que tem prestado ao País, ao desenvolvimento da sua economia, sobretudo nestes últimos anos, incalculáveis serviços. (…)

    Sou absolutamente hostil a todo o desenvolvimento de atividade económica do Estado em todos os domínios em que não esteja demonstrada a insuficiência dos particulares. Admito, sim, e procuro a cada momento desenvolver a intervenção dos poderes públicos na criação de todas as condições internas ou externas, materiais ou morais, necessárias ao desenvolvimento da produção. Essa intervenção é, mercê das dificuldades da época e dos problemas postos pela economia moderna, não só necessária, como cada vez mais vasta e complexa. Qualquer economia nacional que se encontrasse desacompanhada e desprotegida soçobraria em pouco tempo. Mas isso dificilmente se pode chamar socialismo de Estado.»

    António Oliveira Salazar

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