O Bergoglismo nos me®dia já começa a incomodar

 

Tive conhecimento deste texto de um tal José Luís Nunes Martins, que escreve nos me®dia, através da página do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada no Facebook. Tudo estaria bem no texto, se não fosse a parte final que cito de seguida:

Desperdiça o seu tempo quem se põe a julgar os outros. Qualquer um de nós ganha mais, muito mais, com um gesto de amor do que com qualquer sentença… Que os julgamentos fiquem para quem consegue saber a vida toda, para quem consegue compreender os sentidos de cada gesto, para quem ama ao ponto de tudo perdoar e tem a sabedoria de ajudar a ser mais e melhor… Deus.”

frank the hippie pope web 300

Este trecho encaixa que nem uma luva no Bergoglismo: em nome do Amor, incentiva-se um certo grau (discreto, ainda) de relativismo de valores. Uma vez ouvi um militante do Bloco de Esquerda dizer que “o aborto é feito em nome do amor”; como vemos, aqui o conceito de “amor” é totalmente invertido à moda de Nietzsche. No trecho supracitado, a inversão do conceito de “amor” não vai tão longe, mas caminha nessa direcção.

O Bergoglismo é, nomeadamente, caracterizado pela recusa dos juízos de valor, o que é uma das características do politicamente correcto. Quando o cardeal Bergoglio, sentado no trono do Apóstolo Pedro, questiona a sua legitimidade para julgar o comportamento dos outros (“¿Quem sou eu para julgar os outros?”, referindo-se ao comportamento sodomita), verificamos sem qualquer dúvida a invasão do politicamente correcto e do relativismo na Igreja Católica. Contra factos não há argumentos (e é isso que lhes dói!, e os faz estrebuchar escrevendo “aquilo”).

Jseus e os vendilhoes web 300Jesus Cristo não fez outra coisa senão emitir juízos de valor; e agora vem uma determinada elite em sotaina afirmar implicitamente que Jesus Cristo foi um imbecil. É claro que temos de fazer juízos de valor: acerca das ideias, mas também acerca dos comportamentos. Temos que ter um sentido crítico. Não queiram transformar os católicos em uma espécie de zombies.

O Bergoglismo mistura propositadamente — o Diabo não faz outra coisa — o amor e o perdão, por um lado, e o relativismo e a permissividade moral travestida de “tolerância”, por outro lado. Ou seja, “Devemos permitir os comportamentos, e recusar a emissão de juízos de valor, em nome do amor e do perdão”, porque, alegadamente, “não conseguimos saber a vida toda” (leia-se, a “vida toda” das pessoas que criticamos). Este concepção bergoglista da vida social é extraordinária, porque convida a uma total inacção do cristão não só na esfera da política, mas também na esfera da ética. Até Santo Agostinho escreveu a “Cidade De Deus”!; mas esta gente vem agora dizer que Deus não tem cidade!

Invocar o nome de Deus em vão é pecado. E invoca-se o nome de Deus em vão quando nos servimos do nome Dele para interpretarmos subjectivamente a vontade Dele. Passamos nós a mandar em Deus. O que nós devemos fazer é tentar ser objectivos no juízo acerca da vontade de Deus; e essa objectividade é-nos dada pela interpretação (que pode ser exegética) das Escrituras. Mas dizer que “Deus nos manda fazer isto e aquilo”, porque “eu concordo que se faça isto e aquilo”, é uma imbecilidade bergoglista.

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