¿O que é o Bergoglismo?

 

É uma doutrina que resulta de uma certa mundividência politicamente correcta e que está de acordo com o actual espírito do tempo, partilhada por um determinado conjunto de clérigos da Igreja Católica com acesso à Cúria romana, e que tem a sua representação máxima no cardeal Bergoglio, actual Papa Francisco I.

Depois desta definição, que nos dá uma noção do Bergoglismo, vamos falar do conceito de Bergoglismo, ou seja, daquilo que caracteriza detalhadamente essa doutrina.

Grosso modo, o Bergoglismo chega-nos através das diversas entrevistas e conversas informais surgidas na comunicação social concedidas pelo Papa Francisco I. Basta lermos essas entrevistas para obtermos o fio condutor dessa doutrina; e a partir desse fio condutor revelado pelo pensamento do Papa, podemos inferir as influências filosóficas e teológicas que estão na base dessa doutrina.

Convém dizer que não considero (até ver) o Bergoglismo como sendo uma heresia; apenas o classifico como uma ruptura em relação à tradição da Igreja Católica. Se essa ruptura se revelará herética, ou não, é o que poderemos aferir, com a passagem do tempo, através do desenvolvimento do processo de imposição dessa doutrina dentro da Igreja Católica.

O Bergoglismo tem fundamentos teóricos e outros práticos. Vamos aos aspectos práticos e políticos — aquilo que aparece em concreto aos olhos de quem observa os efeitos — que são, em grande parte, consequência da teoria e da mundividência bergoglistas.

Do ponto de vista prático, existe a necessidade (imposta por esse núcleo clerical supracitado) de atacar a figura tradicional do Papa como Vigário de Cristo infalível, por um lado, e por outro lado, atacar a cultura de segredo que caracteriza a tradição da Igreja Católica. Estes dois pilares da Igreja estão a ser atacados com uma violência inimaginável há apenas um ano.

O ataque virulento à figura tradicional do Papa é protagonizado, em primeiro lugar, pelo próprio Papa Francisco I — e foi para isso que ele foi escolhido para Papa: para destruir a imagem tradicional do papado. Esse ataque à figura tradicional do Papa tem por detrás uma estratégia utilitarista de “ganho de mercado” religioso, que alegadamente passa por uma estrutura menos piramidal da Igreja Católica. Segundo essa doutrina, o Vaticano tem que reganhar o “mercado religioso” através da abordagem de assuntos que chocam o católico tradicional: o casamento para todo o bicho careta, a ordenação das mulheres, o casamento dos padres, etc..

O Bergoglismo consegue ser ainda mais iconoclasta do que a iconoclastia surgida do Concílio Vaticano II. E decorre dessa iconoclastia radical e latente (por enquanto ainda não visível em todo o seu esplendor) do Bergoglismo, a necessidade de “desromanização” e de “horizontalização” da Igreja que se resume na seguinte frase do cardeal Lucio Caracciolo:

“A alternativa não é entre Roma e outro centro da Igreja, mas antes é entre Roma e nenhum centro”.

Ou seja, o Bergoglismo tende a descaracterizar a Igreja Católica Apostólica Romana. Num próximo verbete falarei dos fundamentos teóricos do Bergoglismo.

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