Bálha-me o Nosso Senhore de Mátosinhos!

 

“Há coisas para as quais não tenho paciência. Uma delas é a falta de rigor com que tantos jornalistas usam as palavras do Papa Francisco para promover agendas alheias ao Papa.”

(…)

O Papa Francisco não tem culpa. Tem um estilo muito próprio – como cada papa antes dele. E com o seu modo de ser, com as suas palavras e os seus gestos está a fazer muito bem a imensos fiéis, à Igreja e a tanta gente há muito afastada da Igreja.”

1/ parece que o Papa não disse o que disse: você é que leu mal e ouviu mal! Você tem que ir com urgência ao otorrinolaringologista e ao oculista. Quem diz que o Papa disse o que disse ou é burro, ou é “mouco”, ou é mal intencionado — porque pode parecer que o Papa disse o que disse, mas ele não disse aquilo que disse.

Mesmo que o Papa tivesse dito aquilo que disse, você interpretou mal! — ou porque você é burro, ou porque é malicioso, ou porque não tem prática de exegese e/ou de hermenêutica, ou porque é sede-vacantista!

Você, que é um “católico fervoroso”, deve meter o seguinte na sua cabeça:

Sendo o Papa infalível, a única pessoa capaz de destruir a infalibilidade do Papa é o próprio Papa. Ora, não cabe na cabeça de ninguém que o próprio Papa tratasse de destruir a infalibilidade dele próprio, na sua qualidade de Papa! Portanto, se o Papa é infalível, então tudo o que o Papa diz — inclusivamente quando ele diz que o Papa não é infalível — é infalivelmente certo, ou seja, segundo o Papa, é infalivelmente certo que o Papa não é infalível. Percebeu?!

2/ agora, falando mais a sério: essa coisa de “o Papa não tem culpa!” — Bálha-me o Nosso Senhore de Mátosinhos! —: é claro que quem está por detrás dos me®dia internacionais conhece as intenções do Papa (e do grupo que o elegeu)  e sanciona (está de acordo com) aquilo que ele disse na imprensa. Não há aqui coincidências, e “quem diz o contrário é tolo”.

A coisa está orquestrada: basta apenas ver a reacção dos católicos: se estes estiverem “anestesiados”, a agenda do cardeal avança já; caso contrário, há que esperar pelo “progresso da opinião” dos católicos. O guião do “filme” está feito.

“Aos católicos não se exige que gostem de cada Papa.”

3/ o problema não está em gostar do Papa ou deixar de gostar do Papa. Por definição, um católico gosta sempre do Papa — salvo se o Papa não se comporta como Papa. E se um Papa não se comporta como Papa, então não é Papa, e por isso não há como gostar de um Papa que não é Papa. Percebeu?!

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