Quando leio certas coisas, fico banzado!

 

“Qualquer tipo de relação social tem inerente uma mais ou menos explícita relação de poder. As relações laborais têm-na, as relações pais-filhos têm-na, as relações professor aluno têm-na, etc.

O poder do professor deriva antes de mais de uma outorga social (o Estado entrega esse poder ao professor) mas também de um diferencial de conhecimentos e de idades.”

Quem escreveu isto (um tal João Lopes), escreveu também um livro sobre a indisciplina na escola. Não li o livro, mas imagino.

Quando não é reconhecida a autoridade natural ao professor (ou aos pais), o que se está a fazer é negar uma disposição natural das relações humanas.

Repare bem, o leitor (extenditur ad speciem humanam): fala-se de “poder” do professor, e não já de “autoridade”. E, alegadamente, esse “poder” do professor é outorgado pelo Estado: sem o Estado, não há “poder” do professor. O professor tem “poder”, e não “autoridade”. As relações entre o professor e os alunos são, alegadamente, relações de dominação reguladas pelo Estado.

Segundo este raciocínio, um professor que não seja, de qualquer modo, tutelado pelo Estado, não é professor — e pode ser mesmo considerado fora-da-lei e punido pelo Estado. Só existe educação se entendida sob a vigilância do Estado, e até mesmo as relações mais banais entre pais e filhos estão sujeitas a sanção estatal. E depois, dizem eles, “os fascistas são os outros!”

Se aquela alimária tem poder (aqui sim!, é um poder, e não autoridade de facto) para escrever um livro acerca da indisciplina na escola, dizendo que o professor não tem autoridade por moto próprio e que o seu “poder emana do Estado”, por um lado, e que, por outro lado, esse “poder” resulta apenas da assimetria de conhecimentos técnico-científicos (porque é deste tipo de conhecimento de que a alimária está a falar) — então não admira que tenhamos os níveis de indisciplina que temos; em vez de “apagar o fogo” da indisciplina, aquele burro está alimentá-lo!. Aquela alimária parte de um princípio errado, e portanto qualquer análise está, à partida, errada.

A autoridade do professor não é tutelada pelo Estado: o Estado apenas aproveita o facto de a autoridade do professor existir já de forma natural. A autoridade do professor decorre da Lei Natural. É isto que aquele burro, lobotomizado pela ideologia politicamente correcta, não consegue ver. Quando não é reconhecida a autoridade natural ao professor (ou aos pais), o que se está a fazer é negar uma disposição natural das relações humanas.

A ler : Após proibir palmadas, Suécia “sofre” com geração de crianças mimadas

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