O jornal Público diz que “os leitores deixaram-nos ficar mal”

 

Se há jornal que pratica sistematicamente a pseudo-informação é o jornal Público; e depois vem aqui queixar-se dos putativos ataques ad Hominem dos leitores nos comentários “on line”.

A crítica ao ad Hominem  por intermédio do Ignoratio Elenchi 

Para exemplificar o ataque ad Hominem nas caixas de comentários dos jornais, o jornal Público foi buscar o debate do século XIX entre o Bispo anglicano Wilberforce, por um lado, e o buldogue de Darwin, Thomas Huxley…! Mais uma vez, a pseudo-informação no seu melhor!, como se aquele debate fosse televisionado e pudesse ser comentado por qualquer pessoa. Ademais, o escriba do jornal Público serve-se de um putativo ataque ad Hominem para entrar pela falácia Ignoratio Elenchi  adentro, ao tentar por este meio legitimar, no sentido de dá-la como uma certeza, a teoria de Darwin.

O Quarto Poder e a espiral do silêncio 

media-spoonfeedingFace ao poder quase absoluto de formatação ideológica da opinião por parte dos me®dia, por um lado, e face ao fenómeno avassalador da espiral do silêncio que os me®dia provocam intencionalmente na sociedade, por outro lado, muitas vezes aquilo que o jornal Público classifica de ataque ad Hominem é apenas a utilização da ironia para reduzir ao absurdo uma determinada tese ideológica — “A ironia é a melhor das armas”, escreveu G. K. Chesterton. Um comentário irónico não tem que ser necessariamente um ataque ad Hominem, mas também não estamos à espera que um escriba do jornal Público reconheça esse facto.

Educação do povo = imposição da convergência de opinião

O jornal Público classifica os jornais de esquerda, como é o caso do The Guardian ou o NYT, como paradigmas do debate correcto. Ou seja, quando as opiniões apenas divergem em pequenos detalhes, o jornal Público conclui que o debate é civilizado. Se colocarmos um militante do Bloco de Esquerda a debater com um militante do Partido Comunista, iremos certamente assistir a um debate politicamente correcto. Ou seja, para o jornal Público, o debate deve ser politicamente correcto. E para que o debate seja politicamente correcto, conclui o escriba do jornal Público que o povo deve ser educado no sentido da eliminação das grandes divergências de opinião que reduzam qualquer hipótese de utilização da ironia do tipo da de Wilberforce em relação ao buldogue de Darwin. Enfim, para o jornal Público, educação do povo é sinónimo de opinião convergente.

Confrangedor

Os me®dia, em geral, e o jornal Público, em particular, são confrangedores. A opinião publicada, salvo raras excepções, faz-me “pele de galinha”. Por exemplo, a utilização de um debate do século XIX entre um darwinista e um Bispo anglicano — num tempo em que se supunha que a célula viva evoluiu a partir da lama composta de matéria inerte — para exemplificar o trolling actual nos comentários dos jornais, revela bem o nível medíocre dos jornalistas que temos. Confunde-se o reductio ad absurdum de Wilberforce com o ad Hominem de um insulto. Essa gente não faz a mínima ideia do que sabe e do que escreve, e no entanto são eles que formatam a opinião pública e impõem a espiral do silêncio. E depois admiram-se por serem insultados.

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