O discurso de José Pacheco Pereira em relação a Paulo Portas é de ataque pessoal

 

Quando o José Pacheco Pereira entra no ataque ad Hominem acaba por incorrer numa série de falácias lógicas que fundamentam o seu populismo que ele próprio critica nos outros.

Quando criticamos um político, criticamos a sua obra (o resultado da sua acção), e não a sua putativa intencionalidade. Criticar a intenção de alguém é uma tentativa de transformar os critérios de uma determinada subjectividade em lei universal.

O problema da crítica de José Pacheco Pereira a Paulo Portas é o de que se fundamenta em um critério formal; e a forma utilizada está errada porque ele parte de um ataque pessoal — que ainda por cima é um ad Hominem subjectivo, porque o chorrilho de críticas não pode ser demonstrado objectivamente. E mesmo as críticas que possamos considerar objectivas de José Pacheco Pereira a Paulo Portas, acabam por ser autocríticas do próprio José Pacheco Pereira: “Para o político, o que conta é a eficácia e não aquilo em que ele acredita” (Nicolás Gómez Dávila). Esta máxima aplica-se a Paulo Portas e ao José Pacheco Pereira, a não ser que este negue o seu estatuto de político, o que seria uma incoerência.

Quando criticamos, por exemplo, Passos Coelho, criticamos aquilo que ele diz (objectivamente, depois de o termos ouvido) e o que ele faz (a sua acção). Seria irracional que criticássemos Passos Coelho pela ideia que nós (subjectivamente) temos das putativas intenções dele. E a irracionalidade de José Pacheco Pereira consiste em fazer exactamente o contrário: a crítica dele a Paulo Portas é baseada na sua (do José Pacheco Pereira) subjectividade (vulgo “má-língua”), quando ele poderia concentrar as críticas nos aspectos objectivos da acção de Paulo Portas.

Quando José Pacheco Pereira critica as mudanças de posição políticas (e, eventualmente, de opinião) de Paulo Portas ao longo do tempo, está também a fazer uma autocrítica: se há alguém, na política portuguesa, que não fez outra coisa senão mudar de posição e de opinião ao longo do tempo, foi o próprio José Pacheco Pereira.

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