“Um governo de gente menor” (José Hermano Saraiva)

 

Através da acção, atitude e comportamento deste governo, a percepção internacional em relação aos portugueses é a de um povo inferior. Na realidade, a atitude da própria União Europeia em relação a Portugal é a de equivalência em relação à Grécia, quando sabemos, por exemplo, que os níveis de corrupção nos dois países não são comparáveis: Portugal ocupa o lugar 33 em um total de 176 países, e Grécia ocupa o lugar o lugar 94 (a Irlanda ocupa o lugar 25); e, no entanto, a forma como os dois povos (e não “países”) são vistos pela comunidade internacional é semelhante. E esse nivelamento valorativo deve-se à acção deste governo e principalmente de Passos Coelho e da ministra das finanças Maria Luís Albuquerque.

“Atrás de mim virá, quem bom de mim fará” — diz o ditado popular. Maria Luís Albuquerque faz sentir saudades de Vítor Rabaça Louçã Gaspar.

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Se já existia (antes da crise) preconceito negativo em relação ao povo português, este governo contribuiu para acentuar esse preconceito. A submissão canina do primeiro-ministro Passos Coelho em relação à Troika tem como consequência a sub-valorização das capacidades e dos atributos e virtudes do povo português. Ou seja, Passos Coelho procedeu de forma exactamente oposta à do primeiro-ministro da Irlanda.

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Em Outubro de 2012, escrevi o seguinte:

“PASSOS COELHO foi, desde o princípio, um primeiro-ministro de um governo destinado a cumprir um programa.

Um programa é uma sequência de acções predeterminadas que funciona em certas circunstâncias que permitem o seu cumprimento. E se as circunstâncias externas ou internas não são favoráveis, o programa fracassa — que é exactamente o que aconteceu com o programa do governo de Passos Coelho.

(…)

Ao contrário do programa, a estratégia resulta da reflexão, tem em conta o imprevisto, eventuais situações adversas, e valoriza sempre a Informação que pode alterar o curso dos acontecimentos. Mas, para haver estratégia numa organização, esta não pode ser concebida ab initio para obedecer a um programa. Ou seja, por exemplo, quando se forma um grupo de trabalho para executar expressamente um determinado programa, seria uma estupidez que se exigisse desse grupo de trabalho a elaboração de qualquer estratégia.”

O problema é que não existe qualquer garantia de que o Partido Socialista de António José Seguro seja melhor. É esta a desgraça do povo português: sucumbir à menoridade da sua classe política.

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