O "Quantitative Easing" do BCE [Banco Central Europeu]

 

Deflação” não é a mesma que “desinflação” que é estabilização de preços. Quando o preço do petróleo baixa, por exemplo, não há deflação mas sim desinflação.

Mesmo que venha a existir deflação, isso não significa que não haja crescimento económico: depende da flexibilidade dos agentes económicos (o “desenrascanço”).

A decisão do BCE [Banco Central Europeu]  de proceder ao um “Quantitative Easing” nas vésperas das eleições na Grécia em que o Syriza parece ganhar, não acontece por acaso; e não tem nada ver com a deflação na União Europeia. E por não ter nada a ver com a deflação é que a Esquerda e o António Costa, que sempre desejaram um “Quantitative Easing”, agora parece que não gostaram da ideia.

O “Quantitative Easing” é um prémio de Angela Merkel para os alunos bem comportados da União Europeia, em contraste com uma Grécia indisciplinada.

A Grécia fica a um canto da sala de aula, com as orelhas de burro na cabeça, e Passos Coelho pode alardear a sua menção honrosa no recreio. A União Europeia de Angela Merkel mata dois coelhos com uma cajadada só: isola a Grécia e evita um contágio ainda maior do fenómeno Syriza nos países do sul da Europa.

O “Quantitative Easing” do BCE [Banco Central Europeu]  foi menos um acto económico do que político. Não é apenas política monetária: é sobretudo política politiqueira  pura e dura.

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