O papa Bergoglio considera-se acima de Jesus Cristo

Jesus Cristo disse à mulher adúltera: “vai em paz e não voltes a pecar”. E disse à  samaritana, no encontro na fonte (ou poço): “tiveste quatro maridos e agora queixas-te porque não tens nenhum”. Há, em Jesus Cristo, e em relação às duas mulheres, simultaneamente uma compreensão e uma censura moral.

O papa Bergoglio defende a ideia segundo a qual Deus aceita a mulher adúltera e a samaritana tal qual elas eram; ou seja, o papa Bergoglio considera-se superior a Jesus Cristo:

El Papa, a un transexual español: “Dios te quiere y te acepta como eres”

Nunca Jesus Cristo alguma vez disse que “Deus nos aceita tal e qual somos”. O que Jesus Cristo disse é que sendo o ser humano uma criação de Deus, Ele aceita o ser humano enquanto ser humano.

¿Deus aceita-me (a mim), tal e qual eu sou?

Em primeiro lugar, eu não tenho a capacidade de falar sobre aquilo que Deus aceita ou deixa de aceitar em relação a mim senão em função daquilo que Jesus Cristo disse. Mas parece que o papa Bergoglio e Deus são tão íntimos que Deus lhe fala ao ouvido; digamos que o papa Bergoglio considera-se uma espécie de Jesus Cristo que voltou à  terra (“presunção e água benta, cada um toma a que quiser”) — só não tenho a certeza se ele é o anticristo ou um emissário deste.

Depois, e segundo Jesus Cristo, Deus aceita-me como ser humano, e não “como eu sou”. Porque se Deus aceitasse, por exemplo, um assassino conforme ele é, então não haveria qualquer distinção entre Deus e Lúcifer. Aceitar o ser humano enquanto tal significa aceitar a categoria universal de ser humano — o que não significa que se tenha que ceder ao nominalismo que o papa Bergoglio adopta em nome de Deus.

Se, porventura, existe a possibilidade de Deus me aceitar (a mim) conforme eu sou, é um problema entre mim (a minha consciência) e Deus, e ninguém mais tem o direito de dizer uma palavra sobre o assunto. Nem sequer o papa. O que o papa pode falar é em termos universais, conforme falou Jesus Cristo: Deus aceita o ser humano (em geral) enquanto ser humano.

Se é verdade que eu — ou qualquer pessoa — estou mais próximo de Deus do que estou do papa Bergoglio, então segue-se que o papa Bergoglio, enquanto ser humano e não passa disso mesmo, não tem o direito de afirmar uma putativa intencionalidade de Deus a meu respeito (nem a respeito de ninguém!).

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