A Grécia está em guerra

 

Escreveu Proudhon que “a guerra é inerente à  humanidade e deve durar tanto quanto ela: faz parte da sua moral. E acrescenta que, “se pelo impossível, a natureza tivesse feito do homem um animal exclusivamente industrioso e sociável, e não guerreiro, teria caído, desde o primeiro dia, ao nível dos animais cuja associação forma todo o seu destino”. 1

Não vou tão longe quanto Proudhon, mas concordo com Clausewitz: “a guerra não passa da continuação da política por outros meios”. Ou com Jan Patocka: “Uma vida que não está disposta a sacrificar-se a si mesma ao seu sentido, não vale a pena ser vivida”.

O que se passa hoje entre a Grécia e a União Europeia já não é apenas política: é mesmo guerra. É a guerra possível, mas pode piorar. É isto que o idiota Paulo Rangel, do alto da sua torre de marfim académica, não consegue perceber — ou faz de conta que não percebe, o que é pior.

Quando a guerra começa, deixamos de saber quem é que teve mais culpa, porque quando se chega ao ponto de se ter de declarar a guerra, a culpa difunde-se pelos lados da contenda. Na guerra não há inocentes nem virgens ofendidas.

Nota
1. “La Guerre et La Paix”

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