A democracia, a Esquerda, a Direita da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e os direitos de braguilha

Depois da rejeição do Relatório Estrela pelo parlamento europeu, surgiram dois novos relatórios no mesmo sentido: o de instituir o aborto como um “direito humano”. São os relatórios Tarabella e Panzeri.

Se estes dois relatórios forem rejeitados pelo parlamento europeu, irão surgir provavelmente quatro novos relatórios no mesmo sentido; e se os quatro forem rejeitados, surgirão oito novos relatórios no sentido de instituir o aborto como “direito humano”. E assim por diante…

A democracia é isto: é o “progresso da opinião pública” mediante uma pressão política (por parte de uma elite psicótica) de tal forma violenta que vence pelo cansaço qualquer oposição e para além de qualquer racionalidade.

À  medida em que o tempo passa, e em função desta União Europeia, estou cada vez mais céptico em relação àquilo a que se convencionou chamar “democracia”. Se a democracia serve para nos impôr a desumanidade através do formalismo processual de promulgação do Direito Positivo, então nada distingue a democracia de um totalitarismo. E, totalitarismo por totalitarismo, mais vale optar por um que defenda a vida humana.

A estratégia seguida pelos progressistas (de direita e de esquerda, por que já não podemos falar de Direita ou de Esquerda) é o de Aldous Huxley na novela “Maravilhoso Mundo Novo”: o controlo das massas era realizado através de um mecanismo repetitivo e incessante dirigido ao inconsciente do cidadão durante as horas de sono. Hoje, essa função é realizada pelos me®dia apoiados por organizações capitalistas como, por exemplo, a Fundação Francisco Manuel dos Santos, ou a SIC de Pinto Balsemão  — e por isso é que já não faz sentido falar de Esquerda ou de Direita: a única coisa que os divide é o conceito de “propriedade privada”; em tudo o resto são iguais.

A “libertação das massas”, que o sistema democrático defende, segue o conceito de Marcuse de “desenvolvimento não repressivo da libido” (“Eros e Civilização”); se juntarmos ao “desenvolvimento não repressivo da libido” os efeitos afrodisíacos do consumismo exigido, por exemplo, pelos donos do Pingo Doce ou do Continente, em vez de libertação das massas temos uma nova escravatura das massas à  moda de Aldous Huxley. A felicidade passa a ser sinónimo de irresponsabilidade.

E, na actual época de crise económica, quando os afrodisíacos do consumismo estão pela hora da morte, resta aos donos da democracia propôr às massas a “libertação da libido” através da promulgação de direitos de braguilha que compensam os salários de miséria, até que se alcance um estado de animalização colectiva a que cinicamente se chama de “felicidade”, promovida por literatura “filosófica” barata (no preço e no conteúdo) como, por exemplo, a do Pedro Galvão subsidiada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Para se conseguir este estado de animalização feliz, o sistema democrático propõe-se erradicar o livre-arbítrio do ser humano. É neste contexto que surge o conceito contraditório de “aborto como direito humano” — como se assassinar um ser humano passasse a ser um direito — que se baseia em uma estratégia de estimulação contraditória que induz uma dissonância cognitiva nas massas que reduz drasticamente a capacidade crítica e o livre-arbítrio do cidadão.

A liberdade democrática é utilizada para retirar o livre-arbítrio e a capacidade de discernimento ao cidadão. Se isto é liberdade, então uma ditadura pode ser melhor.

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