A Atlântida e a origem do povo Basco

 

No “Timeu”, Platão falou da Atlântida, um continente perdido que terá sido destruído por uma catástrofe natural. Ao largo da costa dos Açores foi recentemente descoberta uma pirâmide subaquática com 60 metros de altura e com uma base com uma área de um campo de futebol. Platão dizia que a Atlântida ficava “para além das colunas de Hércules”, sendo que “as colunas de Hércules” são as duas costas (a europeia e a africana) do estreito de Gibraltar.

atlandida-web

A pirâmide subaquática descoberta nos Açores tem cerca de 20 mil anos, o que destrói a ideia de que as civilizações das pirâmides (por exemplo, no Egipto) pertencem à  História: ou as pirâmides do Egipto foram construídas muito antes dos impérios dos faraós (as pirâmides simplesmente já la estavam há mais de 10 mil anos, quando os faraós reinavam), ou foram construídas pelos faraós seguindo uma técnica e uma cultura que alegadamente pertenceria ao paleolítico superior (o que é uma impossibilidade objectiva, porque uma cultura do paleolítico não permitiria uma construção tão complexa).

A descoberta desta pirâmide com 20 mil anos de idade obriga a desconstruir a nossa ideia da Pré-história e mesmo da História. A ideia tradicional da História segundo a qual existiu um “processo” de evolução linear contínua e temporal, está agora radicalmente colocada em causa. Talvez Julius Evola não estivesse totalmente errado, e Platão teria as suas razões para falar na Atlântida. É perfeitamente sustentável e coerente que se diga que a Atlântida existiu e que se situava na zona do arquipélago dos Açores.

A existência da Atlântida pode teoricamente justificar a existência do povo basco, que tem uma língua sem qualquer raiz indo-europeia. A língua basca não tem nada a ver com o latim ou com qualquer língua germânica. Até hoje, a origem da língua basca permanece um enigma. Uma tese possível é a de que, na eminência da catástrofe natural que destruiu a Atlântida, uma elite atlante tivesse saído do continente perdido e emigrado nomeadamente para a região que corresponde hoje à  península ibérica. Uma pequena parte desses emigrantes atlantes não sofreram as inculturações históricas sucessivas de iberos, celtas, romanos, visigodos e árabes, porque se manteve isolada na região montanhosa dos Pirenéus, dando origem a uma cultura e a uma língua que até hoje ninguém sabe de onde veio.

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