Sobre a Contra-Reforma

 

“A Reforma foi a invasão bem sucedida das instituições ocidentais pelos movimentos gnósticos”.

— Eric Voegelin

A propósito da ideia absurda, da Igreja Católica moderna (a partir de finais do século XIX), segundo a qual “é permitido ao clero criar novos dogmas de fé”, resolvi escrever umas linhas acerca da Contra-Reforma. Como o próprio nome diz, a Contra-Reforma católica foi contra a Reforma protestante.

Essa reacção da Igreja Católica contra a Reforma protestante inicia-se com o Concílio de Trento (1545-1563), e constituiu-se por um “retorno aos princípios”, no sentido temporal do termo: o retorno à patrística. Ou seja, enquanto que a Reforma pretendeu anular a tradição eclesiástica, a Contra-Reforma pretendeu voltar à tradição dos primeiros padres da Igreja (patrística), o que inclui o retorno às doutrinas, às cerimónias e aos ritos do tempo da patrística.

Foi considerado, no Concílio de Trento, que tinha sido no período da patrística que a Igreja fixou as interpretações autênticas dos fundamentos da fé (que inclui os dogmas), e de onde nasceram os ritos e as hierarquias da Igreja Católica. Importante foi o facto de o Concílio ter reafirmado o valor das obras — o valor das acções — que o luteranismo tinha anulado.

Como é bom de ver, do Concílio de Trento não saiu nenhum novo dogma, quanto mais não seja porque o retorno à patrística transformaria qualquer novo dogma em uma contradição em termos. Durante a patrística já os dogmas da fé estavam consolidados, e foi então bem entendido que o sacerdócio não cria novos dogmas.

A Contra-Reforma significou também o retorno ao tomismo (por exemplo, com Francisco Suarez, 1548-1617).

Ao contrário do que aconteceu com o Concílio de Trento, o Concílio do Vaticano II foi uma concessão ao protestantismo e à Nova Teologia; ou seja, o Concílio do Vaticano II foi uma “Contra-Contra-Reforma” que já tinha sido anunciada pelo Concílio do Vaticano I em 1870.

Com o Concílio do Vaticano II, as instituições da Igreja Católica foram invadidas e controladas pelos movimentos gnósticos, e o “papa Francisco” é hoje o representante gnóstico da obliteração da tradição católica.

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