O argumento ad Terrorem da saída da Grécia do Euro

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O semanário “O Diabo” invoca aqui argumentos ad Terrorem para a possível saída da Grécia do Euro. O “clube do Euro” parece ser uma espécie de clube gay: toda a gente pode entrar, mas ninguém consegue sair.

Os argumentos ad Terrorem vão ao encontro do conceito neoliberal de “fim da história”, de Francis Fukuyama (que copiou o conceito de “fim da história” de Karl Marx): quem sair do Euro enfrenta o fim do mundo… !

Eu não sei como vive o cidadão grego médio, e portanto convém não especular. Normalmente, no que diz respeito à política, devemos falar daquilo que sabemos por experiência própria. Naturalmente que, à falta de experiência, temos que acreditar minimamente em alguma informação de terceiros:

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A família moderna socialista

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Atenção! Isto não é para rir!

Revealed: The bizarre family tree at the heart of an extraordinary court battle over one little girl – involving two lesbian mothers, a gay sperm donor and a transsexual lover now living with a man


Duas lésbicas (Rachel e Helen), vivendo juntas, recorrem ao esperma de um gay — que também vivia com outro gay — para que uma delas (Rachel) engravidasse.

Entretanto, nasceu a criança, Alice, filha biológica de Rachel e do tal gay que vivia com outro gay. Mas o par de lésbicas (Rachel e Helen) separou-se quando Alice tinha três anos de idade, e à mãe da menina (Rachel) foi diagnosticada uma esquizofrenia. A criança ficou entregue a Helen, a ex-companheira de Rachel.

Entretanto, Helen entrou em uma relação sexual de coabitação com Mathew, que era uma mulher que fez tratamentos para ser “homem” (transgénero ou transsexual). A relação de…

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It’s the market, stupid!

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Quando li isto no blogue Blasfémias pensei que se tratasse de ironia; um blasfemo a falar de moral e de ética no caso “Jorge Jesus” (?).

Quando interessa, o mercado vende e compra tudo, inclusivamente o ser humano; quando não interessa por qualquer razão subjectiva, então o mercado já precisa de ética. Aquilo que é considerado “útil” só o é quando vai de encontro ao nosso interesse próprio.

Por um lado dizem que “o limite do mercado é a lei e só a , sem interferências metajurídicas jusnaturalistas”; por outro lado dizem que “a lei e o Estado não devem imiscuir-se no mercado”; fazem de conta que não sabem que o caso JJ é o reflexo chapado do conceito de “mercado” reduzido ao Direito Positivo.

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Movimento de defesa das minhocas (MDM)

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Caros compatriotas!

Assistimos a este país a um mal moral generalizado que consiste em os pescadores matarem minhocas para pescar à beira-rio. Por isso, e à semelhança do que aconteceu com o movimento de defesa do caracol (caracol!, amigo!, o povo está contigo!), resolvi fundar o movimento de defesa das minhocas.

MDMA minhoca é um ser senciente. Ao contrário do que acontece com o embrião e fetos humanos, a minhoca sente dor, medo, e emoções em geral. Matar uma minhoca espetando-a num anzol deve ser considerado crime de empalamento. ¿Será que você gostaria de ser empalado?! A perspectiva de lhe ser espetado um pau no cu pode ser agradável para alguns, mas para a minhoca significa a morte. As minhocas não são gays.

Assim como há, segundo a norma ortográfica vigente, espetadores imorais que assistem à tourada, assim há espetadores imorais que espetam as minhocas.

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A propriedade privada é um “direito adquirido”

 

É preciso ter cuidado quando se fala em “direitos adquiridos” desta forma:

“O peso das pensões na economia é demasiado elevado, inibindo o trabalho e o investimento. Para um jovem com ambições a melhor saída é emigrar para um país onde existam mais oportunidades e menos direitos adquiridos.”

Pensões e desigualdade

A propriedade privada, tão cara aos liberais, também é um “direito adquirido”.

David Hume, que era um conservador na política (por exemplo, foi contra o “contrato social”), duzentos anos antes de Karl Marx foi o primeiro (depois da escolástica medieval) a questionar o sentido da propriedade privada. Para Hume, embora a propriedade privada fosse dos mais sagrados direitos, não deixava de ser uma ficção. Segundo Hume, a propriedade não é natural: “a sua aparente simplicidade dissimula, assim como a sua transferência, uma infinita complicação e repousa sobre sinuosidades mais delicadas da imaginação em luta com a utilidade”. [An Enquiry Concerning the Principles of Morals (1751)]

Na obra Four Dissertations de 1757 (Dissertação sobre as paixões), David Hume diz que “a propriedade é uma espécie de relação entre a pessoa e o objecto na qual a imaginação passa natural- e facilmente da consideração de um campo à da pessoa ao qual pertence”, e (no Treatise of Human Nature) identifica esta relação como uma “espécie de causalidade” que “dá à pessoa a capacidade de produzir alterações sobre o objecto a fim de melhorar ou modificar a sua condição”.

Mas esta relação de propriedade — segundo David Hume — não existe do mesmo modo que, por exemplo, o conflito de interesses: é apenas uma ficção. A propriedade privada é simultaneamente impossível e indispensável. É “certo que, nada de real se produzindo pelo tempo, segue-se que a propriedade produzida pela longa duração [heranças] não é coisa alguma de real nos objectos, mas é gerada pelos sentimentos”. [ Treatise of Human Nature, III, 112].

David Hume seguiu a filosofia escolástica da Idade Média: a propriedade privada é simultaneamente impossível e indispensável. É um direito adquirido.

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A dissonância cognitiva do David Marçal: igualdade + darwinismo

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Quando o David Marçal defende a igualdade e, simultaneamente, mantém a crença do darwinismo, entra em dissonância cognitiva — porque é uma contradição em termos a crença na igualdade no darwinismo. Aliás, este é uma contradição geral do cientismo que está muito na moda.

Se fizermos uma resenha dos laureados com Nobel na área de ciências da natureza, praticamente nenhum dos laureados foi filho de pai rico — no entanto, o David Marçal faz depender a inteligência e capacidade de trabalho de uma pessoa da riqueza do paizinho; confunde “herança material” que uma pessoa recebe dos progenitores, por um lado, com as características inatas de inteligência e de vontade, por outro lado, exactamente porque — na linha dos ideólogos da Revolução Francesa, Helvetius, Condorcet, Voltaire, etc. — o ser humano é concebido quase totalmente em função da educação que teve.

Albert Einstein “passou as passas do Algarve” enquanto criança…

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O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, e Pedro Galvão

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Se pudesse haver um diálogo entre Buda e Nietzsche, as formas como cada um dos dois concebia o mundo e a sociedade seriam totalmente diferentes; e embora eu estivesse mais de acordo com a mundividência de Buda, nem eu nem ninguém conseguiria provar que Buda teria razão por intermédio de argumentos do tipo usados em questões matemáticas ou científicas.

De modo semelhante, não podemos provar, por artes da matemática ou da ciência, que o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada (ou quem se lhe opõe) tem razão. Podemos concordar com Buda com Nietzsche, mas não simultaneamente com os dois, através da nossa sensibilidade, intuição, inteligência e capacidade de raciocínio (lógica).

Pedro Galvão começou por dizer (minuto 39) que “não é relativista”. ¿O significa “relativismo”?

O termo relativismo pode ter pelo menos três acepções:

1/ a do sofismo grego ou cepticismo, segundo a qual a verdade é relativa aos indivíduos; neste…

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